Provérbios 31:2

1Palavras do rei Lemuel — a revelação que a sua mãe lhe ensinou:

2“Ah, meu filho! Ah, filho do meu ventre! Ah, filho dos meus votos!

3Não dê o seu vigor às mulheres, nem os seus caminhos àquilo que destrói os reis.

4Não é para os reis, ó Lemuel, não é para os reis beber vinho, nem para os príncipes dizer: ‘Onde está a bebida forte?’

5para que não bebam e se esqueçam da lei, e pervertam a justiça devida a qualquer aflito.

6Dê bebida forte ao que está prestes a perecer, e vinho ao de alma amargurada.

7Que ele beba, e se esqueça da sua pobreza, e não se lembre mais da sua miséria.

8Abra a sua boca em favor do mudo, na causa de todos os que foram deixados desamparados.

9Abra a sua boca, julgue com justiça, e faça justiça ao pobre e ao necessitado.”

10Quem pode encontrar uma mulher virtuosa? Pois o seu valor excede em muito ao dos rubis.

11O coração do seu marido confia nela. Ele não terá falta de lucro.

12Ela lhe faz o bem, e não o mal, todos os dias da sua vida.

13Ela busca lã e linho, e trabalha de boa vontade com as suas mãos.

14Ela é como os navios mercantes. Ela traz o seu pão de longe.

15Ela também se levanta enquanto ainda é noite, dá alimento à sua família, e tarefas às suas servas.

16Ela avalia um campo e o compra. Com o fruto das suas mãos, ela planta uma vinha.

17Ela cinge os seus lombos de força, e fortalece os seus braços.

18Ela percebe que a sua mercadoria é lucrativa. A sua lâmpada não se apaga de noite.

19Ela estende as mãos ao fuso, e as suas mãos seguram a roca.

20Ela abre os seus braços para o pobre; sim, ela estende as suas mãos ao necessitado.

21Ela não teme a neve por causa da sua família, pois toda a sua família está vestida de escarlate.

22Ela faz para si cobertas de tapeçaria. A sua roupa é de linho fino e de púrpura.

23O seu marido é respeitado nas portas da cidade, quando se assenta entre os anciãos da terra.

24Ela faz roupas de linho e as vende, e fornece cintos aos comerciantes.

25A força e a dignidade são a sua roupa. Ela sorri diante do futuro.

26Ela abre a sua boca com sabedoria. A instrução da bondade está na sua língua.

27Ela cuida bem do andamento da sua casa, e não come o pão da preguiça.

28Os seus filhos se levantam e a chamam de bem-aventurada. O seu marido também a elogia:

29“Muitas mulheres fazem coisas nobres, mas você supera a todas elas.”

30O encanto é enganoso, e a beleza é vã; mas a mulher que teme ao SENHOR, essa será louvada.

31Deem-lhe do fruto das suas mãos! Que as suas obras a louvem nas portas da cidade!