Synopsis

Novos Estudos CEBRAP 32, March, 191-198. Included in S. Schwartzman, A Redescoberta da Cultura, São Paulo, EDUSP, 1997. A natureza contingente e histórica das disciplinas e das profissões não significa que elas sejam intercambiáveis, ou que as divisões e diferenças sejam irrelevantes. É no interior das disciplinas e das profissões que se estabelecem as tradições de pesquisa e de trabalho, e é através delas que se dá a socialização das jovens gerações nos modos de pensar e proceder que são a base sobre a qual o trabalho científico, cultural e técnico-profissional se desenvolve. O trabalho interdisciplinar é, por definição, efêmero, e depende da existência prévia de pessoas formadas em disciplinas bem definidas, que em determinados momentos buscam conhecimentos e estabelecem formas de cooperação com pessoas de outras áreas. Se as "inter-disciplinas" se desenvolvem e se consolidam, elas se transformam em novas disciplinas ou subdisciplinas como é o caso, por exemplo, a biologia molecular, da história econômica ou da físico-química. As tentativas de constituir campos de trabalho a partir de temas, objetos ou problemas específicos, como a educação, o urbanismo, a administração e os problemas sociais, apresentam mais fracassos do que sucessos, e os sucessos que surgem dependem sempre da forte presença de pessoas com formação disciplinar bem definida, em psicologia, economia, sociologia, ciência política, ou pedagogia.

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Capitulo 112
Capitulo 236
Capitulo 360
Capitulo 484
Capitulo 5108
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O sentido da

O sentido da interdisiplinaridade

Simon Schwartzman - Catalogo
Idiomas: pt-BR
Selo neutro
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Novos Estudos CEBRAP 32, March, 191-198. Included in S. Schwartzman, A Redescoberta da Cultura, São Paulo, EDUSP, 1997. A natureza contingente e histórica das disciplinas e das profissões não significa que elas sejam intercambiáveis, ou que as divisões e diferenças sejam irrelevantes. É no interior das disciplinas e das profissões que se estabelecem as tradições de pesquisa e de trabalho, e é através delas que se dá a socialização das jovens gerações nos modos de pensar e proceder que são a base sobre a qual o trabalho científico, cultural e técnico-profissional se desenvolve. O trabalho interdisciplinar é, por definição, efêmero, e depende da existência prévia de pessoas formadas em disciplinas bem definidas, que em determinados momentos buscam conhecimentos e estabelecem formas de cooperação com pessoas de outras áreas. Se as "inter-disciplinas" se desenvolvem e se consolidam, elas se transformam em novas disciplinas ou subdisciplinas como é o caso, por exemplo, a biologia molecular, da história econômica ou da físico-química. As tentativas de constituir campos de trabalho a partir de temas, objetos ou problemas específicos, como a educação, o urbanismo, a administração e os problemas sociais, apresentam mais fracassos do que sucessos, e os sucessos que surgem dependem sempre da forte presença de pessoas com formação disciplinar bem definida, em psicologia, economia, sociologia, ciência política, ou pedagogia.

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Generos: Ensaios, Filosofia, Não-ficção
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Simon Schwartzman

Autor com 8 livros no Thoth.

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São Paulo, Editora da Universidade de São Paulo - FAPESP, 1997 O tema deste livro é o grande paradoxo da cultura neste fim de milênio: por um lado, a importância e o peso cada vez maior da cultura organizada nos grandes sistemas de educação formal, da ciência, da tecnologia e das profissões, que são o passaporte para o futuro; Por outro, o qüestionamento da racionalidade, a crise dos paradigmas científicos, a valorização daquilo que é único e irrepetível, a busca do que poderia ser o novo tempo do pós-moderno. São agendas irreconciliáveis? Como entender e a contribuir para a agenda do futuro, sem perder de vista, e na verdade incorporar, a contribuição que o tema da cultura traz para o entendimento da experiência da modernidade? Escritos em momentos diferentes, os textos devem ser vistos como aproximações sucessivas a esta questão. Primeiro, através das ciências sociais, e sua suposta crise; depois, pela discussão sobre a natureza do conhecimento científico, e suas novas características nesta era de globalização; e finalmente, por uma arqueologia dos ideais de modernidade entre as elites educadas brasileiras, que culmina em um questionamento da tentativa de fazer substituir a agenda da modernidade, cujas dificuldades todos conhecem, pelo cadáver ressurrecto do culturalismo autoritário. SUMARIO Apresentação Parte I - AS CIÊNCIAS SOCIAIS E A CULTURA 1. A Transição Mineira - 13 2. Os Paradigmas e o Espaço das Ciências Sociais - 17 3. O Lugar das Ciências Sociais - 29 4. A Redescoberta da Cultura - 45 Parte II - FRAGMENTOS DE SOCIOLOGIA DO CONHECIMENTO 5. O Sentido da Interdisciplinaridade - 59 6. Os Dinossauros de Roraima - 69 7. Os Paradoxos da Ciência e da Tecnologia - 79 Parte III - MODERNIDADE EPÓS·MODERNIDADE 8. A Força do Novo - 95 9. Novas Profissões, Novas Universidades - 127 10.O Espelho de Morse - 149 11.Educação e Modernidade - 169

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Capitulo 112
Capitulo 236
Capitulo 360
Capitulo 484
Capitulo 5108
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A Redescober

A Redescoberta da Cultura

Selo neutro
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Synopsis

Em 2008, o Ministério da Educação criou um “conceito preliminar de avaliação” das instituições de ensino superior que classificava os cursos de nível superior do país em uma escala de 5 pontos, gerando grande desconforto entre muitas instituições, sobretudo do setor privado, que se sentiram estigmatizadas por um mecanismo de avaliação até então desconhecido, pouco transparente, sujeito a muitas críticas e questionamentos de natureza técnica e legal, e cujos resultados foram divulgados pela imprensa como avaliação oficial do governo, ainda que sob a qualificação de “preliminar”. Esta divulgação levou a uma série de questionamentos e discussões entre representantes das instituições de nível superior, destas com o Ministério da Educação, e também com parlamentares interessados pelas questões educacionais do país. Este documento apresenta sugestões de modificação das políticas de avaliação do ensino superior que estão sendo praticadas pelo Ministério da Educação, em função das análises e discussões havidas até o momento. O melhor caminho para a melhoria da qualidade da educação superior brasileira consiste na criação de uma série de instrumentos descentralizados, e sua implantação progressiva: sistemas de certificação individual para as profissões de alto risco; procedimentos de certificação institucional tipo ISO para instituições, de forma descentralizada; aperfeiçoamento contínuo dos parâmetros de desempenho e qualificação das principais carreiras e sua aferição; obtenção e disponibilização de informações acessíveis e de interesse para os estudantes, suas famílias e empregadores poderem tomar suas decisões a respeito de aonde estudar, o que estudar, e quem empregar.

PAG. 342
Capitulo 112
Capitulo 236
Capitulo 360
Capitulo 484
Capitulo 5108
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Sugestões pa

Sugestões para mudar o sistema de avaliação do ensino superior

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